Dança teu momento na vida. Ballet é dança comunista: cheia de sonhos, projetos e utopias. É a dança da meina de 15 anos que acredita no amor e na puzera; aquela que quer se destacar, mas faz tudo igual às outras. Menina bonita, mas muitos enjoam dela nos primeiros 15 minutos. Ela ainda precisa sair de seu mundo para se descobrir. Mais tarde, ela descobre que precisa de mais do que apenas sonhos para sobreviver - é quando vira adulta. Descobre a Dança de Salão, a mais capitalista das danças, coo forma de buscar em seu par o que lhe apazigua o cantar. A ópera da vida torna-se menos eloquente, e as notas mais afinadas. Ela acerta o tom e passa a sorrir menos - mas melhor. O olhar fica mais denso e profundo, fala por sí. Deixa-se ser guiada por outrém, mas canaliza as atenções da platéia para seus movimentos, não importa o ângulo da cena. Vez por outra porém, ela cansa. Seu brilho mingua e a voz da razão a conduz para o melhor, mesmo que não o melhor para ela. Pode ser que o melhor não seja egoísta, nem mesmo a favoreça. Eis o socialismo das marchinhas, altruístas e ritmadas. Não perde o molejo, nem busca estabelecer uma figura de destaque. Pelo menos na teoria, trata todos como iguais. Não que uma dança seja melhor que outra, correspondem apenas a diferentes momentos e propostas de vida. Cada qual que dance como seu pés acharem melhor.
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Rachel Gonçalves
Como podem liberdade e amor serem sinônimos e opostos pra tanta gente? Homens e mulheres, seres fisicamente semelhantes, mas de pensamentos tão diferentes. O homem é, primordialmente, apaixonado por sua liberdade. Ele tem medo que algo - ou alguém - o prive dessa dádiva. É nesse ponto onde ele teme o casamento. Já as mulheres, por outro lado, foram criadas para desempenhar um papel. Ser delicada, feminina e, até certo ponto, submissa. Uma lista não oficial de obrigações, como ser filha obediente, boa moça, magra, casar e ter filhos. Somente o casamento em sí, já a liberta de várias pressões: familiares e sociais. Para muitas, o casamento é o pódio - precisam de um marido para ser feliz. E é aí onde erram. O homem fica menos preocupado em perder dua liberdade para uma mulher que parece não precisar dele para ser feliz. Ele não está preenchendo uma vaga; nem mesmo é necessário. Mas mesmo assim é desejado. Quem é livre faz porque quer; e não para dar satisfações a alguém. É algo bem sutil.

