Mostrando postagens com marcador vida. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vida. Mostrar todas as postagens
Rachel Gonçalves
É. Pois é. Outro ano e eu estou aqui. Não vou dizer que parece que foi ontem, porque além de clichê, é mentira. Apesar de alguns – muitos – tropeços, digo de peito aberto que vivi. Afinal, quem não errou, nunca viveu. Vivi cada momento da minha vida, nunca me contentei em apenas existir. Se eu voltaria atrás em alguns aspectos? Bem, sim. Mas voltar agora implicaria em desfazer-me duma nova vida construída desde certo momento. Sei que a minha vontade de voltar fica menor à cada dia. Se algum dia ela calará? Não… Enquanto eu sorrir, a vontade existirá. Mas não há como não lembrar com carinho de momentos felizes. Mesmo tomando o rumo que tomaram. Contudo, hoje não é dia de tristeza. Completo pois 18 anos e, sem pedantismo, sinto o peso de 20. Existem algumas experiências que – literalmente – te envelhecem. Passando a calar de mais e a sorrir de menos. Se é triste? Não… Dá pra pensar com mais clareza. Porque afinal, um adeus não significa tudo. Ou mesmo nada. Acontecimentos com menos de um ano perdem o brilho do ontem, e as coisas ficam nitidamente mais efêmeras. Como se importassem cada vez menos. E quando você começa a cortar coisas da sua vida, percebe que a primeira delas foi você. O tempo não para nem volta – mas eu não sou assim. Eu penso
Rachel Gonçalves
Dizem que, sendo as maçãs podres as mais fáceis, as do topo são as melhores. As mais perfeitas, as ideais - verdadeiras merecedoras. Mas e quanto às goiabas? Sim, goiabas. Aquelas roubadas do pé - justamente as mais gostosas - se fossem-nos postas nas mãos não seria a mesma coisa. Ah, vida bandida! Acho que meus 18 anos não terão tanta graça quanto meus 16 ou (quissá) 17. A ilegalidade pode dar medo, receio - mas fala a verdade, é um tesão da porra! Desafiar as convenções, os pais, a lei. A vida é muito curta. Supondo que eu viva até os 100 anos, esperar até os 18 é disperdiçar quase um quinto de uma vida. E para alguém que planeja ter filho antes dos 30, isso é muita coisa. Hedonismo? Que seja! Prefiro ser goiaba roubada. Hoje em dia, esperar tanto tempo no topo pode significar apodrecer lá mesmo. Se é para viver com intensidade, que esta seja uma decisão. Use perfumes, coma chocolate, use uma lingerie bacana, vá para a praia, pra balada, saia pra beijar na boca - sem peso na consciência. Saiba que és uma pessoa "pra casar", mas não agora. Quero ser plena, ter algo por trás do brilho dos olhos. Um motivo pra sorrir, uma razão para voltar.
Rachel Gonçalves
Viver, e não apenas existir. Aumentar a intensidade de nossas experiências, fazer de suas lembranças algo vivo, tátil, degustável. Só se vive uma vez - como saber de o que somos hoje é o melhor que podemos ser? Nosso potencial é tão grande... Por que disperdiçá-lo então? Tenho uma teoria: pela manhã pensamos com a razão, e à noite com a emoção. Não proponho que vivamos na treva - o ideal é viver intensamente, mas com a cabeça no lugar. No entardecer, ou mesmo no amanhecer: é a dose certa. A luz nasce do horizonte, e atinge a Terra com uma fantástica gama de cores. Vermelho, Laranja, Violeta, Azul-neon, etc. Essas cores se sobrepoem, deitam e esticam-se preguiçosamente umas sobre as outras. Dessa mistura surge o azul claro do céu. Ele já estava lá, mas lhe faltava a luz. Durante o amanhecer, o azul do céu está na penúmbra - vê sem ser observado. O que é muito sábio. Não é o mesmo que estar na moite, pois sabemos onde está - não escondido, apenas oculto. Isso mostra que observar é uma atitude muito sábia, preciosa diante da vida. Às vezes é a única coisa a fazer; ou a mais inteligente pelo menos. Sei disso porque aprendi no couro. Espelho nas cores do céu a inteligência e a perspicácia com as quais devemos enfrentar a vida. Sagacidade sempre!
Rachel Gonçalves
Você reclama que a vida não lhe sorri? Às vezes ela dá até uma gargalhada. Quando você pede uma segunda chance, ela talvez não venha do lado em que foi pedido, mas onde é necessitado. E inesperado! A vida pode não ser doce sempre, mas definitivamente é bela - e sábia. Muitos podem até discordar, mas ela conspira a nosso favor. Se ela te afasta de algumas pessoas ou te aproxima de outras, ela quer que ganhes sabedoria, a ser usada mais na frente - onde seremos mais felizes, onde a foz do arco-íris não é utópica. Se eu aprendo dando a cara a tapa, dando chifrada no muro, como ratinho de laboratório? Pode ser. Nunca peguei essa comparação, mas é um exemplo lúdico. Se alguém me dissesse apenas - como acontece -, não aprenderia. Aprender com ações, e não citações. Citações só fazem sentido quando há um fato na própria vida para ser contemplado. Aquelas máximas, aqueles aforismos mais brilhantes, só fazem sentido, só causam impacto, quando podem ser contextualizados em nossa própria história. Olhe para a palma da sua mão. Olhe mesmo! Veja os traços, ramificações, caminhos paralelos - atenção às entrelinhas da mão, não apenas às três principais. É a vida. Sua vida, várias vidas paralelas. Algumas se cruzam, mais de uma vez até. Outras nunca se encontrarão. Mas exercem influência sobre você (um aforismo que faz todo o sentido, já que a sociedade é regida por leis legisladas por homenzinhos de terno, os quais provavelmente nunca conhecerei - sorte ou revés?)